09 Setembro 2009

Estratégias de investigação sociológica

A realização de uma pesquisa empírica em Sociologia implica sempre o accionamento de procedimentos teórico-metodológicos de observação do real: estruturação de uma estratégia de investigação. Esta irá depender, em grande parte, dos objectos concretos da pesquisa, bem como da sua origem.
Com efeito, alguns objectos de investigação sugerem a utilização de métodos e técnicas de carácter mais quantitativo (quando o universo em estudo é muito vasto), enquanto que outros objectos de pesquisa permitem uma análise mais intensiva. Deste modo, as estratégias de investigação sociológica podem designara-se por: extensiva, intensiva e investigação-acção.
A lógica extensiva é caracterizada pelo uso dominante de técnicas quantitativas. A sua principal vantagem é o facto de permitir o conhecimento em extensão de fenómenos.
A segunda estratégia (intensiva) analisa em profundidade as características, opiniões, uma problemática relativa a uma população determinada, segundo vários ângulos e pontos de vista. Nesta segunda estratégia, privilegia-se a abordagem directa das pessoas nos seus próprios contextos de interacção. Nesta lógica de pesquisa tendem a ser usadas técnicas não só qualitativas, como também quantitativas ou extensivas. Porém, a lógica multilateral e intensiva do objecto de pesquisa definido é sempre dominante.
A última estratégia denomina-se investigação-acção e consiste na intervenção directa dos cientistas, que são chamados a participar em projectos de intervenção. Os objectivos de aplicação mais directa dos conhecimentos produzidos tornam esta lógica específica.

Fases da pesquisa sociológica
O processo de investigação envolve um conjunto de etapas desde o momento em que o investigador inicia o processo de pesquisa até que os resultados obtidos assumem uma forma de escrita. Apesar da pesquisa empírica poder obedecer a diferentes estratégias, as suas etapas seguem um modelo padrão:
· 1ª etapa: definição de um problema ou de uma questão de partida (pergunta de partida);
· 2ª etapa: estudo exploratório (recolha de informações sobre o tema);
· 3º etapa: definição da problemática, das hipóteses de trabalho e construção de um modelo de análise (deve recorrer-se à produção teórica já existente sobre o tema, de modo a definir os conceitos que a ele estão associados e estabelecer as relações entre eles);
· 4ª etapa: selecção e aplicação dos instrumentos de observação e recolha de informações (definição das técnicas a usar, em função dos objectivos da investigação);
· 5ª etapa: análise da informação e conclusões (processo de verificação empírica, isto é, análise dos dados e conclusões do estudo).

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